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Aves migram dos EUA para o Brasil
Técnicos do Ministério da Sáude, Secretaria Estadual de Saúde e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis(Ibama) estão examinando aves que migram dos EUA para o Amapá para verificar a existência de doenças que podem ser transmitidas a seres humanos e animais. A febre do Nilo Ocidental é uma das doenças temidas.
O levantamento sorológico foi feito entre as aves migratórias na Ilha do Parazinho (região do Arquipélago do Bailique, no Norte do Estado). O local, segundo informou à Agência Brasil o coordenador de Zoonoses da Secretaria de Saúde do Amapá, José Renato Ribeiro, é ponto de descanso e alimentação de mais de 15 espécies que saem da costa Leste dos EUA e do Ártico Canadense.
Segundo Ribeiro, em 2002, foram registrados 4.156 casos de febre do Nilo Ocidental nos EUA, com 284 óbitos confirmados. O material coletado foi enviado para o Instituto Evandro Chagas, em Belém (PA), e para o Instituto Laia, em Campinas (SP). O resultado dos exames deverá ser anunciado em quatro meses.
A febre do Nilo Ocidental é transmitida por mais de 25 espécies de mosquitos (principalmente do gênero Culex), o vírus causa reações em cerca de 20% dos infectados. Ela pode provocar febre, dores de cabeça, erupções na pele e, em casos mais graves, distúrbios nervosos associados a paralisias, meningite, encefalite e até a morte. Além de homens e pássaros, o vírus ameaça cavalos, lhamas e outros vertebrados.
Todo cuidado se faz necessário, ainda mais quando o perigo vem de terra estrangeira: EUA.
Fonte:
www.viaecologica.com.br
http://www2.uol.com.br/cienciahoje/chdia/n983.htm
Escrito por Micheli às 09h58
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Acidente com navio ameaça meio ambiente
Há mais de uma semana o navio chileno Vicuña explodiu no Porto de Paranaguá. A mancha que se espalha pelo mar é uma ameaça para os animais e um problema para os moradores do litoral paranaense.
Os tanques da parte da frente do navio foram esvaziados, mas ainda há vazamento do óleo combustível na parte de trás. As empresas responsáveis pelo navio, pela carga e pelo terminal já receberam quase seis milhões de reais em multas por não controlarem a poluição.
Foram encontrados 35 animais mortos, outros foram resgatados sujos de óleo. Um hospital foi montado para recuperar os animais.
Na Ilha do Mel, técnicos do instituto ambiental do Paraná controlam a qualidade da água. A situação é pior nos locais mais distantes, onde as equipes de limpeza ainda não chegaram.
Na comunidade de Medeiros, o óleo ficou na areia. Sem poder pescar, os moradores da cidade podem perder toda a criação de ostras. Essa é uma das maiores áreas de cultivo de ostra do Paraná e há o risco de que 13 mil dúzias de ostras estejam contaminadas.
Amostras vão ser examinadas para saber se as ostras podem ser consumidas.
É lamentável que acidentes como esse ainda ocorram. O que não se pode admitir é a impunidade das empresas. Deve-se aplicar multa mesmo que o estrago já tenha sido feito.
Fonte:
www.globo.com/jornalhoje
22/11/04
Escrito por Camila às 07h19
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Pneus viram casa
Um projeto de reciclagem, no Rio grande do Sul, resolveu dois problemas de um município, além de colaborar com o meio ambiente. Reduziu o problema habitacional e acabou com os pneus velhos que lotavam o lixão.
Uma mistura de areia, cimento e borracha moída é usada para fazer placas que substituem os tijolos. Esse material barato contribui para a construção de casas populares.
A produção é feita por detentos. Porém, a construção é realizada em mutirão pelos futuros moradores e os funcionários da prefeitura. A obra fica pronta em uma semana.
Com os custos reduzidos, a construção de uma casa com três quartos, sala, cozinha e banheiro sai por 8 mil e 500 reais.
O projeto começou em 98. Uma casa de quarenta metros quadrados consome 118 pneus. Na natureza, uma única carcaça de borracha leva mais de um século para se decompor. Esse projeto é formidável!
Confira abaixo o tempo de decomposição de outros materiais.
Papel - 2 a 4 semanas Cascas de frutas - 1 a 3 meses Tecidos de algodão - 1 a 5 meses Cigarro - 1 a 2 anos Madeira pintada - 3 anos Chiclete - 5 anos Latas de conserva - 100 anos Pilhas - 100 a 500 anos Copos e sacos plásticos - 200 a 450 anos Latas de alumínio - 200 a 500 anos Plástico - 450 anos Garrafa de vidro - indeterminado Pneu - indeterminado
Fonte:
Texto: www.globo.com/jornalhoje
Dados da tabela:http://www.ambientesp.com.br/materia.asp?Materia_ID=17
Escrito por Micheli às 09h06
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Floresta de Aluguel
O Ministério do Meio Ambiente preparou um anteprojeto de lei que prevê a locação de áreas como, por exemplo, partes da Amazônia, por períodos de 5 a 60 anos, para que empresas possam realizar suas atividades nos locais. Mas não se assustem, ou se assustem mais, seu objetivo é ao contrário do que parece o de preservar as áreas “alugadas”.
Os idealizadores do projeto querem a conservação das áreas por meio do uso sustentável.
Os grupos que usarem as áreas terão de seguir restrições feitas pelo governo, como promover o crescimento sustentável das comunidades, pagar anuidade sobre o uso da terra e taxa referente aos produtos explorados, que poderão ser madeira, borracha, castanha, entre outros, além das atividades turísticas. O dinheiro arrecadado seria revertido ao Serviço Florestal Brasileiro, que monitora e desenvolve sócio e economicamente as florestas.
Seu principal objetivo é o de frear a exploração predatória e a grilagem das terras. Mas como era de se esperar o projeto ganhou críticas, como a do GreenPeace: ‘Vamos acompanhar, porque não queremos que o projeto perca a essência”, já Aziz Ab’Sáber, professor do Instituto de estudos Avançados da Usp, foi mais duro: “Sou totalmente contra a idéia de alugar a floresta. Acho uma idiotice”.
Bem, o projeto parece ter boas intenções, mas é preciso analisar se ele é viável, e de que modo as empresas cumpririam suas obrigações sem afetar a região ao redor e se não há outras intenções por trás dele. E vocês o que acham?
Fonte :
Revista Terra Outubro de 2004
Escrito por Miotto às 20h42
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| Perfil
dos Militantes:
Camila, Miotto e Micheli,
18 anos, estudantes de Jornalismo da Universidade Metodista, amantes do
verde, militantes pelo verde.
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